Black Sabbath/The Wizard/Behind the Wall of Sleep/N.I.B./Evil Woman/Sleeping Village/Warning
Luke's Wall/War Pigs/
Paranoid/Planet Caravan/Iron Man/Electric Funeral/Hand of Doom/Rat Salad/Fairies Wear Boots/Jack the Stripper
Sweet Leaf/After Forever/Embryo/Children of the Grave/Orchid/Lord of this World/Solitude/Into the Void
Wheels of Confusion/Tomorrow's Dream/
Changes/FX/Supernaut/Snowblind/Cornucopia/
Laguna Sunrise/St. Vitus' Dance/Under the Sun/Every Day Comes & Goes
Sabbath Bloody Sabbath/A National Acrobat/Fluff/Sabbra Cadabra/Killing Yourself to Live/Who are You?/Looking for Today/Spiral Architect
Hole in the Sky/Don't Start (Too Late)/Symptom of the Universe/Megalomania/The Thrill of it All/Supertzar/Am I Going Insane (Radio)/The Writ/Blow on a Jug
Back Street Kids/You Won't Change Me/It's Alright/Gypsy/All Moving Parts (Stand Still)/Rock 'N' Roll Doctor/She's Gone/Dirty Women
Back Street Kids/You Won't Change Me/It's Alright/Gypsy/All Moving Parts (Stand Still)/Rock 'N' Roll Doctor/She's Gone/Dirty Women
Never Say Die/Johnny Blade/Junior's Eyes/A Hard Road/Shock Wave/Air Dance/Over To You/Breakout/Swinging the Chain
Por Antonio Carlos Monteiro, repórter da revista Roadie Crew
Como muito bem explicado na biografia deste site, "Ozzmosis" foi um disco que não agradou aos fãs mais radicais, o que só vem provar uma coisa: o radicalismo é uma imensa estupidez. Porque, como também fala o texto assinado por Fabiano Negri e Luís Fernando Zeferino, é difícil definir este disco como menos do que uma obra-prima.
Normalmente se diz que é muito complicado escrever o sucessor de um álbum aclamado mundialmente como um dos melhores já feitos por aquele artista. Assim, a missão de compor o trabalho que sucederia "No More Tears" seria uma árdua missão. Pois Ozzy, dividindo a autoria dos temas com vários parceiros (até Steve Vai tem parte no negócio), mas sobretudo com Zakk Wylde, chegou num resultado brilhante. De cara, os petardos "Perry Mason" (que, para quem não sabe, é um personagem de ficção, um advogado que resolve assassinatos misteriosos. Suas aventuras existem tanto em livros como em um seriado de TV que leva seu nome) e "I Just Want You" mostram que o disco não veio ao mundo a passeio. Melodias grudentas e, ao mesmo tempo, elaboradas, arranjos primorosos, guitarra
e teclados no comando (esses últimos pilotados por ninguém menos que Rick Wakeman, pai do atual tecladista de Ozzy, Adam) e Ozzy cantando como nunca são os primeiros detalhes que saltam aos olhos (ou aos ouvidos...). A partir daí, os temas que se sucedem acabam se destacando pelos mesmos motivos, o que faz de "Ozzmosis" um disco uniforme, coeso e, por que não dizer?, brilhante. Mesmo com Zakk Wylde focado em seus projetos pessoais – o que acabou até por tirá-lo da banda que fez a tour de divulgação do álbum –, nota-se que a guitarra está elaboradíssima, seja nos solos mortais, seja nos arranjos de um modo geral, algo que certamente foi motivado pelas geniais composições disponíveis no disco – como a bela "See You on the Other Side", por exemplo. Porém, quem rouba mesmo a cena é Ozzy Osbourne. Mesmo deixando seus parceiros de banda brilharem à vontade, aqui o Madman aparece cantando como nunca, usando e abusando de melodias que privilegiam seu timbre único e seu indiscutível talento de intérprete.
Foi na turnê de divulgação deste disco que Ozzy veio ao Brasil para participar do festival Phillips Monsters of Rock de 1995, comum certo Joe Holmes na guitarra. Mas aí já é outra história...
Por Antonio Carlos Monteiro, repórter da revista Roadie Crew
Um dos muitos bons serviços que Ozzy Osbourne prestou ao mundo do rock pesado foi o de revelar excepcionais guitarristas. Quando se fala nisso, de cara nos vêm à memória os grandes Randy Rhoads e Zakk Wylde, mas muita gente se esquece de um outro monstro das seis cordas que passou pela vida do Madman e deixou sua marca: Jake E. Lee. Esse americano que decidiu ser guitarrista após ser apresentado ao trabalho de Jimi Hendrix e que posteriormente formaria uma das melhores bandas de hard/blues rock de todos os tempos, o Badlands, entrou na banda de Ozzy com a complicadíssima missão de substituir o falecido Randy Rhoads. O primeiro resultado dessa parceria foi "Bark at the Moon" que, por motivos que só Freud explica, é razoavelmente execrado por boa parte dos fãs do cantor. Na verdade, só a faixa título valeria o disco. O riff marcante e mortal, a interpretação vocal e, principalmente, os solos de Jake fizeram dessa música (com justiça) um dos hinos da carreira de Ozzy. Na verdade, o máximo que pode se dizer de ruim sobre esse disco é que talvez seja o mais irregular da sua carreira, mas nunca que se ressente de
falta de qualidade. Nota-se que Jake tinha um estilo bem diverso do de Randy, mas trazia um ponto em comum com seu antecessor: os arranjos de guitarra elaborados e cheios de detalhes que acabavam dando vida à música. Preste atenção, por exemplo, na pretensa simplicidade de "Now You See It (Now You Don't)" que acaba se tornando um tema mais do que complexo graças ao trabalho conjunto de Jake e dos teclados do grande Dan Airey. Outra faixa inspirada, sem sombra de dúvida, é "Centre of Eternity", com sua introdução soturna e melodia grudenta, na qual Jake também deixa sua marca registrada. É bem verdade que duas baladas mal colocadas ("You're No Different" e "So Tired") e que tentam ressuscitar "Changes" falham catastroficamente em sue objetivo, mas isso de forma alguma tira o brilho deste álbum que, se não é o principal da carreira de Ozzy não desmerece de forma alguma seu talento, tampouco o do grande Jake E. Lee.
Por Fabiano Negri, Portal Ozzybrasil.com
Depois de 6 anos sem lançar um álbum de inéditas (o último foi o mediano Down to Earth ), o Madman está de volta com Black Rain.
Na verdade poucos acreditavam numa volta por cima do velho Ozzy, figura que se tornou caricata devido a confusão feita com sua imagem no seriado The Osbournes. Infelizmente, para toda uma nova geração o Príncipe das Trevas não passava de um velho cheio de problemas motores causados pelos vícios do passado; um “pau mandado” pela mão-de-ferro da toda poderosa Sharon Osbourne.
Mas, eis que ele ressurge das cinzas com um álbum pesado, moderno e com um dos melhores conteúdos líricos (senão o melhor) da sua carreira.
Não é a toa que o CD conseguiu a mais alta posição alcançada por Ozzy na parada americana da Billboard (terceiro lugar com 152,000 cópias vendidas na primeira semana) e tem o single I Don´t Wanna Stop liderando, pela primeira vez, a parada Hot Mainstream Tracks.
Só isso já serviria de recado para aqueles que o consideravam morto, mas como grandes vendas
não significam exatamente bons trabalhos, vamos detalhar o novo CD que é realmente acima da média.
Bem assessorado por uma banda de primeira , Zakk Wylde (guitarra e teclados), Blasko (baixo) e Mike Bordin (bateria), Ozzy nos brinda com o seu melhor trabalho desde No More Tears.
A começar pela produção impecável de Kevin Churko (que assina todas as faixas junto com Ozzy), que conseguiu um som pesado, limpo e atual sem perder a essência do velho mestre.
O CD abre com duas músicas auto-biográficas onde ele deixa claro que não está pensando em se aposentar, pelo menos por enquanto.
Not Going Away é uma faixa mid-time pesadíssima com um arranjo de guitarra avassalador (já mostrando a marca registrada de Zakk Wylde) e aquelas melodias cativantes que só o Madman sabe compor.
I Don´t Wanna Stop (o título já diz tudo) é uma música contagiante, hard rock simples e direto, com um refrão daqueles que você já sai cantando na primeira vez que ouve. Muito bem escolhida como primeiro single.
Black Rain é a próxima. Uma crítica a guerra (alias a tônica do CD) inventada pelo governo Bush. Começa bem calma com direito a uma gaita bem safada, mas funcional. Tem diversos climas e um refrão bem legal (não sei porque, mas me fez lembrar de Gimme Shelter dos Stones). Em alguns momentos, podemos notar a presença de samples e sintetizadores, mas nada forçado. São elementos que jogam para o time.
Ozzy sempre fez belas baladas e Black Rain não decepciona nesse ponto.
Lay Your World On Me tem uma das melodias mais bonitas da carreira do Madman. Sua letra fala sobre a batalha de Sharon contra o câncer e é difícil não se emocionar como sentimento da interpretação que Ozzy colocou nessa música.
Here For You é outra boa balada, uma declaração de amor para os fãs, tem um belo solo de Zakk, que por sinal não “frita” muito nesse álbum mas, para quem é bem entendido, fez um grande trabalho em termos de texturizações durante todo o CD (basta prestar atenção no número de camadas de guitarra que tem em cada música).
Falando em Zakk, seu melhor trabalho está em 11 Silver, música que soa como um Black Label modernizado, e que tem o melhor solo do disco (que por sinal lembra muito o estilo do saudoso Randy Rhoads).
O restante da banda também merece destaque. Mike Bordin mostra como o simples pode ser difícil, com batidas com batidas certeiras e viradas contidas, tudo exatamente como pede a música, e o estreante Blasko (ex- Rob Zombie) que colocou seu baixo com muito destaque, principalmente no groove de The Almighty Dollar. Aliás, essa música merece um parágrafo exclusivo. É a melhor do CD e uma das melhores composições de Ozzy em sua carreira solo. Pesada, com muitas variações, uma espécie de No More Tears aditivada. Aquele jeito esculachado de cantar que só o Ozzy sabe fazer dá mais ênfase à letra forte que fala sobre a destruição do mundo pela poluição e falta de compromisso dos poderosos. Depois desse álbum, acho que o Ozzy nunca mais vai ser convidado pra jantar na Casa Branca.
Countdown’s Begun é outra que chama atenção para a destruição do planeta pelas mãos do homem. Seu riff inicial lembra (eu disse lembra, bem vagamente) Hell’s Bells do AC/DC com Zakk em outro grande momento. Nessa faixa, os vocais de Ozzy lembra um pouco a fase do The Ultimate Sin.
Civilize The Universe parece retirada de algum álbum dos anos 80, mas que aqui ganha uma roupagem futurística e possui o melhor e mais grudento refrão do álbum.
Trap Door fecha Black Rain com chave de ouro. Uma música ímpar, com melodias intrincadas e com uma letra maluca, que dá margem a diversas interpretações. O melhor trabalho da carreira de Mike Bordin está nessa música, simples, pesada e eficaz.
Um álbum para trazer à tona a imagem de mestre da música pesada, que Ozzy sempre foi, imagem que foi arranhada por causa de um programa que sempre foi encarado pelo próprio Ozzy como uma comédia. Na verdade criou-se uma confusão que acabou levando a imagem do Ozzy lesado do The Osbournes para o palco. Isso de fato nunca aconteceu. Os shows sempre foram os mesmos, ele sempre teve aquele jeito esquisito, nunca foi um vocalista muito apegado à técnica, às vezes exagera nos “I Can’t Hear You” e “We Love You All” da vida, mas tem um senso melódico fora do comum, um timbre de voz único e uma percepção invejável. Ozzy é daqueles que tem um carisma tão grande que se entrar no palco e se sentar numa cadeira por duas horas, ao se levantar será ovacionado por mais duas horas.
Que fique bem claro para a galera da nova geração que Ozzy Osbourne é um homem que está a 40 anos na estrada, fez álbuns maravilhosos com a maior banda de metal de todos os tempos, e outros clássicos absolutos em sua carreira solo, e continua produzindo material digno de nota.
Black Rain é um dos melhores álbuns de 2007. Ouça sem preconceito que você vai entender o que eu estou dizendo.
Por Ricardo Batalha
Como costuma acontecer no meio do Heavy Metal, algumas colocações acabam sendo tão repetidas que chegam até a ser encaradas como "verdade absoluta" por uma grande parcela dos fãs. Um exemplo típico é "The Ultimate Sin", categorizado por alguns de "o álbum Hard Rock" de Ozzy ou, de forma pejorativa, a "fase farofa" do Madman. Que seja, não importa. A obra em si é indefectível e se Ozzy foi forçado a adotar um visual espalhafatoso – porém condizente com o que estava rolando nos Estados Unidos à época –, o som não foi afetado.
Produzido pelo experiente Ron Nevison (The Who, Led Zeppelin, Bad Company, Thin Lizzy, UFO, Survivor e outros) e considerado o ápice de Jake E. Lee, seja pelas linhas de guitarra ou pelos solos, "The Ultimate Sin" é a prova de que Ozzy sabia escolher com quem trabalhar.
Lançado a 22 de fevereiro de 1986, o disco obteve a sexta posição na parada da Billboard e tempos depois, mais precisamente em outubro de 1994, conquistou dupla platina.
A abertura vem com a pesada faixa-título, trazendo um riff marcante com palhetada abafada de Jake E. Lee e a batida sólida de Randy Castillo, que era acompanhado pelo baixo de Phil Soussan. A voz de Ozzy também se mostra mais solta e versátil. A formação, que não mais iria se repetir na carreira de Ozzy, ainda tinha os teclados gravados pelo produtor e compositor inglês Mike Moran.
O single "Shot In The Dark" também foi bem nos charts, indo parar na décima colocação no Mainstream Rock Tracks e na 68ª posição da Billboard Hot 100. Muito embora seja tocada nos shows até hoje, "Shot In The Dark" acabou gerando processo judicial entre os compositores Ozzy e Phil Soussan, já que o baixista não foi creditado na primeira prensagem em 1986 e fez o requerimento pedindo os royalties.
O bem escolhido track list traz, após a faixa de abertura, outra grande composição, "Secret Loser". Até chegar no grande carro-chefe que encerra do disco, "Shot In The Dark", o ouvinte consegue notar a versatilidade deste trabalho, que traz outras ótimas composições passeando com classe pelo Hard'n'Heavy, como as de refrão pegajoso "Never Know Why" e "Thank God For The Bomb", a trabalhada "Never", a pesada "Lightning Strikes", a intensa "Killer Of Giants" e o "hardão" "Fool Like You". O resultado pode ter sido polêmico para a mídia, mas seus fãs sabem que esta é uma obra como poucas na discografia de Ozzy!